Eu só queria...
Eu não queria morrer, só queria dormir enquanto essa inquietação não passa.
Eu só queria...
Eu não queria morrer, só queria dormir enquanto essa inquietação não passa.
Minhas últimas canções...
Ao fundo Whitney diz: “After all that I’ve been through. Who on Earth can I turn to? I look to you”.
E se fosse minha última vez? Se
fosse o meu partir? Se fosse meu último ouvir.
O sentido partiu.
A dor se instalou.
O mundo está caindo.
E em colapsos de memórias me vejo
regredindo.
A música mudou. O som é outro.
Agora a batida é animada, mas a premissa é boa “loneliness calls”.
Ao me afundar nestes tremendos esbravejar
as cores se apagam e a intensidade se vai.
Desistiria eu de dizer: Te amo. Tô
com saudades. Quero te ver.?
E ao apenas me questionar, já sofro,
pois, é uma parte bela desses meus versar.

Adeus as minhas cores.
Adeus aos meus amores.
É um cinza a envelhecer, apenas
me dizendo que eu sou “so emotional”.
Antes que afunde, me inunde. Me
jogue para fora desse tóxico mar, para então as linhas brancas do meu
‘cerebrar’ fiquem para trás juntos dessas marcas no olhar.
Se um dia nos encontrarmos, eu quero te abraçar e
perguntar como a humanidade te desvirtuou nesses poucos anos de vida, entre o
meu aprender a caminhar e essa fuga de balas que estou preste a enfrentar.
É a desesperança que me assola,
é o pensar que tempos sombrios virão, e que meu corpo será o objeto de alguma
perseguição.