segunda-feira, 10 de março de 2014

Este seu olhar

Este seu olhar

Em meio a faces distintas pude te ver, te olhar e me apaixonar.
Em meio a tanta exatidão, porque seus olhos me chamaram tanto a atenção?
Seria meu destino escorrer pela tua face e beber de teus lábios como um fonte de prazer, ou será apenas um encanto neste vão de nada a se fazer?
São tantas as perguntas que me ocorrem, descem, sobem e se vão por mim apenas para te dizer, que não vejo a hora de te rever!
Uma pena estar tão distante do meu falar, pois poderia notar este meu sorriso só em pensar no teu jeito de olhar, sorrir e simples falar, pois todo o teu mínimo ser é de se encantar. Te quero!
Te quero como um bem querer, te quero para o além do bel prazer, te quero para o meu carinho oferecer!
Te quero hoje, te quero amanhã, te quero por mais dias, apenas para te observar a me lançar teu doce olhar!

GOMES, L. S.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Últimos dias nesse lugar

Últimos dias nesse lugar 

Últimos dias, uma lamentação carregada com alguma admiração.
Os dias se passam devagar, prolongando ainda mais a partida do nosso olhar.
Espera, deixe passar o tempo que se arrasta, mas que não tarda a chegar.
Que droga, eu pensei em não rimar, porém resolvi colocar estas rimas pobres para continuar a trabalhar a fim de expressar algumas expressões de um caduco a falar.
Enfim, são palavras, verbos e advérbios precisando se tratar no momento exato de seu sangrar, pois estes são os últimos momentos que permaneço nesse lugar.
GOMES, L. S.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Ofertando-lhe

Ofertando-lhe

Há mais coisas de mim que podes encontrar, do que esta meu distante olhar. É, eu tenho o hábito de querer falar pelas linhas tortas soltas no ar. Mas, se é para te contemplar, eu faria mil rimas sem pensar.
Pois então é dada a hora e o dia que eu possa conhecer o brilho do teu olhar? Já não sei, eu quero pensar sobre o dia além do nosso a quem.
Mesmo que o encontro aconteça na partida, e eu não possa mais te ver brilhar, saiba que na trajetória do meu caminhar eu ainda posso te imaginar.
O estranho, o nefasto, o silêncio a nos calar, sob seus olhos um olhar que tende a repousar, eu deixo a eloquência do meu falar apenas para dizer que queria muito te ofertar mais do que linhas tortas num rabisco branco a te acariciar. Quero te preencher com os momentos de riso sem muito falar, apenas para nos encontrar.

GOMES, L. S.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

De quando enlouqueci

De quando enlouqueci

Porque quando as palavras deixaram de ser importante, eu sofri.
Porque quando meus votos não significaram mais nada, eu sofri.
Agora, quando as ações deixaram de ser importantes, eu enlouqueci.

Por que me assombra esse grito estranho de prisão e liberdade que me sopram aqui?
Já não sei se sou um jovem em busca da luz no fim do túnel. Mas espera um pouco. Como pode buscar o fim, se nem as linhas do começo eu ousei fazer.
A forma mudou, o canto se silenciou, a obra se escondeu e as provas para mim, ninguém as deu.
E por fim, nem minha ação de te levar pela mão pode dizer o quanto te queria para além do meu coração.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nada

Nada

Se minhas ações não foram suficientes para te convencer, imagina o que este mínimos versos poderiam fazer? É, nada.
Tudo sendo construído. Uma imagem firmada, sendo esvaziada a cada ferroada. Mas, não ha nada que se possa dizer, quando nem o meu melhor pode servir para ter.
Eu fico a refletir, o que eu fiz para merecer tamanha insensatez, pois diante de tudo que tu me fez, só tentei. E como nada, isso não significou nada, NADA.
A pressão, a fama a perseguir, a frustração tornou-se algo irritante a me seguir.
Pensei em acabar com toda a chance de isso novamente me controlar, mas faltou-me coragem de silenciar essa tua voz que insiste em me perturbar. Porém, eu só queria descansar, já não quero mais brincar.
Ouvi dizer que se pedir com vontade, a coisa desenrola, já passou da hora do fim dessa história. O porquê de isso tudo acontecer eu já não quero saber, eu só quero desistir de viver.
TEIXEIRA, Rodrigues

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Momento solto

Momento solto

Dos lábios cerrados, um sorriso, tímido, e  lindo, mas que esteve escondido.
Das mãos macias, um toque suave,  e o abraço, inesquecível.
Dos momentos, a “claridão”, ainda ouço as batidas do teu coração.
O impulso, o meu eu a te chamar, o que te fiz para sumires no ar?
A fonte, a inspiração, pela tua emoção as linhas são guiadas pela minha mão.
O que te falar, quando vejo o teu belo olhar no canto do meu pensar.
O teu pseudônimo eu não pude profanar, mas só quero deixar algumas linhas para expressar todo o sentimento daquele momento solto no ar.

GOMES, L. S.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ausentou-se do lar

Ausentou-se do lar 

Eu quis te compor uma canção, mas as linhas de minha “claridão”, não se comparam com sua escuridão.
Te fiz o jantar. Cuidei das plantas e do lar. Mas sem mais querer cuidar, desprezastes o meu falar.
A beleza. A simpatia. A alegria até me invadia, no entanto, depois de te ver se ausentar, eu acho que é hora de me ausentar.
Já chega! Eu devo falar: “nos encontros, eu pude te sonhar, mas e agora? Devo apenas voltar para minha jornada de ovelha desgarrada, solta no ar?".
Droga, por que te desejar? Eu só queria que fosse algo legal, mais forte que o ar. E agora, estou aqui discorrendo sobre o momento, e o vácuo que se encontra no lar.
É o fim, devo partir, sem ao menos questionar o porquê de não teres a coragem de ousar.
GOMES, L. S.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Não pude tocar

Não pude tocar

Seu rosto eu não posso tocar, mas sua face permanece no canto do meu olhar.
A sensação, uma estranha situação, por que eu estou aqui tentando entender o não?
Não sei o que te falar, eu só queria te completar, fazer sonhar, mesmo que o medo te ousasse perturbar, eu seria o cara certo para te segurar.
Não me entendo, eu não te entendo, toda a chama que era mínima no passar, em mim queimou os detalhes daquele passado presente no meu lembrar.
Ia te oferecer um cigarro, ou um maço, mas eu não fumo, nem sei assoprar, só sei, ou tento, “cancionar” as angustias de não saber te esperar.
Eu histérico, tive que te elevar além das rimas rotineiras do meu falar, para quem sabe tocar o mínimo do teu eu, que é distante algumas linhas do meu tocar.
Sua face eu não sei, seu nome eu não chamei, eu fico aqui discorrendo sobre aquilo que nem amei.
Agora, já era, essa pode ter sido a carta final para um não mais falar, mas antes que se despeça tenta lembrar que a única coisa que fiz, foi querer te contemplar.

  GOMES, L. S.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A me usar...

A me usar...

Levei flores, fui algemado.
Lhe disse cafonices, só me falou luxurias.
Cantei para dormir, não quis me deixar dormir.
Lhe ofereci o meu amor, só quis uma parte de mim, com muito ardor.
Tentei lhe cativar, só quis os meus pés enroscar.
Lhe disse o que não devia, ficou apenas com o que lhe cabia.

 A face, a proposta eu quis lançar, mas só pensava em me beijar.
Te desenhei, te poetizei, mas só queria me usar.
A frase, uma questão, só me usastes por puro tesão?
Te questionei, te sondei, mas no que eu não reparei, foi a tal chama a nos enfeitar.
Agora, parado, deixado, te vejo distante de meus lábios, mas o que te falar, quando só do corpo pudestes experimentar? 
GOMES, L. S.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Quis

Quis

Eu te quis por mais de um segundo, mas em milésimos te vi parti.
Me feri, eu senti, todas as tuas lembranças  daqueles mínimos momentos ficaram guardadas em mim. 

Eu quis, eu quis te carregar, mas nossa idade era algo muito complexo de lidar.
Eu quis, ah se eu quis te trazer bem para junto de mim.
Eu tive que te (re) encontrar, para poder te falar, que me ganhas-te no primeiro olhar.

A chance, a tremenda emoção, porque você mexe com o meu coração?
Me acolhe, me encontra, me deixa fazer, o que nenhum cara pode te oferecer.
Me clama, me chama, eu preparei toda a nossa cama, não, não é só sexual é algo além do carnal.

Eu quis, bem que te quis, para muito além do que eu te fiz.
Eu quis, eu fiz um monte de planos para te ter aqui.
Eu quis, eu te (re)quis, e agora eu te pronuncio essas linhas daquilo que quis.

Vem, não me esquece, me contemple e me ame, porque eu não apenas te quis, eu te faço um verso, te canto em prosa, para poder ousar sentir aquilo que pulsa em meu peito bem aqui.
Aqui deixo uma subjetiva proposta, e aguardo a tua resposta.
GOMES, L. S.