quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ainda


Ainda

Ainda vejo sua foto naquele app amigo, eu te queria para meu abrigo.
Ainda vejo o teu sorriso comprimido, sina daquele que não me queria nem como um bom amigo.
Ainda penso no barato do teu corpo rejuvenescido pelo toque do meu corpo sem muito equilíbrio.
Ainda penso naquela não promessa de amor, que para mim se configurou como um show de horror.
Ainda sinto o teu eu a me abraçar, em busca daquilo que eu podia te ofertar. Ofertar eu te desejaria algo bem mais forte do que nós naquela cama fria.
Ainda sonho com tua face bonita, sendo rasgada pelas lacunas de um pobre e indecente desejo.
Ainda fico sem saber se devo lhe dizer que eu queria lhe ter para muito mais do que o teu querer.
Eu quero, nestas linhas lhe fornecer os dados daquilo que já não posso esquecer, mas que devo seguir sem ter, pensando em encontrar um novo bem querer.
GOMES, L. S. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Criar e recriar, sina de um eu a se apaixonar


Criar e recriar, sina de um eu a se apaixonar

Recrio o lance, perfumo o nosso encante, mas permita-me, mesmo me dando apenas mais uma chance.
Invento, me lanço ao vento, me queimo no destroçar daquilo que poderia ser o meu bem amar.
Ensaboo a minha roupa, para poder lavar todas as manchas destas linhas que insistem em sangrar.
Um sonhar, foi perdido na imensidão do teu eu a me desejar e sem pouco notar, o carinho que estava a te abraçar.
Abraços, suspiros, inundações daquilo que tenho a te ofertar, mas sem muito poder falar, pois nosso encanto dissipou-se na lua a brilhar.
Um falar, um dizer, eu até poderia morrer com muito a lhe ofertar, mas não já há o que dizer, quando o coração se fecha com medo de ouvir todo o meu cântico de muito prazer.
Prazer, uma fagulha da minha imensidão, mas nada comparado ao lance de minha criação.
Criar e recriar, ao ponto de transformar todo o meu dizer, naquilo que eu te desejaria a viver.
Viva, caminhe, sorria, apenas não esqueça da minha leve e brisa companhia.
GOMES, L. S.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Encontro que me fez professar


Encontro que me fez professar
Um conto, um encontro, toda a magia daquilo que deveria ser um desencontro.
Um momento, um tuitar, eu já tinha falado algo, mesmo sem muito pensar.
A foto, o currículo, as estranhas sinas de um novo caminhar.
O carro, o desejo, as lacunas de um “como te vejo”, ao momento belo de um beijo.

O engarrafamento, o esperar, nossas mãos a deslizar, o fogo a nos queimar.
A paixão, o atraente, o proibido a nos importunar.
Tua mão, meu rosto, um camuflar daquela aula que estava a me esperar.
No meu chegar, o estacionar, nossos corpos sem algum elucidar puseram-se a se pegar.
Chegada, partida, na minha mente fria tu estavas já a ficar.

Um novo encontro, um sorriso, um beijo ainda tímido, mas o desejo seguindo sem muitos milímetros.
À noite a passar eu a te contemplar, mas você, eu não sabia se poderia chegar a amar.
No meu professar de algo além do gozar, eu vou apenas lhe deixar as linhas deste meu eu a lhe cortejar.
GOMES, L. S.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Desejos, sonhos e teu olhar


 Desejos, sonhos e teu olhar

 Uma química, um beijo, os teus pequenos lábios eu ainda cortejo.
Uma ausência, um sentimento, o nosso não comprometimento.
Uma chama, uma queimação, eu quero ascender às chamas do teu nobre coração.
As fagulhas de um desejo, que então misturadas com as fantasias daqueles loucos beijos, me deixam sem muita ação, esperando por algo a mais de um sim, ou não.

Um mistério, um pouco falar, muito charme no teu olhar.
Um sentir, um não demonstrar, uma forma enigmática de me apavorar.
Um caminho, um pouco se cruzar, as barreiras deste teu não inundar eu vou atravessar?!
Nas penumbras de um louco a falar, e quero poder te ouvir falar.

A carne, o desejo, o corpo que queima sem pensar, não seria eu que iria nos mudar.
A chance, a ocasião, o momento certo para a nossa exatidão.
A pegação, a ilusão, ou até mesmo a desilusão, só ficarão as chamas do nosso bom e velho coração.
Não sei o que esperar, desejar, ou bradar, só quero cortejar aquilo que algum dia me fez sonhar.
Discorro estas linhas não para me “piegar”, mas para poder alcançar o mais puro e límpido sentido deste teu belo olhar.

GOMES, L. S.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sem aquele sentimento...


Sem aquele sentimento...

Oferecer todo o meu coração a quem não reconhece nem uma migalha de pão, é algo de alguém sem noção.
Noção é apenas uma parte da nossa razão, pois as chamas de uma paixão terminarão/am com todo a outra exatidão.
Exatos são os gestos, mesmo que de encontro com os decretos da tal moral que criminalizam a ação de um desejo imortal.
Imortal é a chama dessa sua ingratidão, por não perceber o quanto amei sem querer nenhum afazer, se não apenas o teu novo amanhecer, junto deste teu bem querer.
Quero momentos simples, beijos oferecidos, risos sentidos, cantigas ao pé do ouvido e alguns movimentos sem sentidos.
Sentindo toda essa sua ausência em insistente prontidão, eu me calo diante do som do seu coração, ops, o seu coração já nem sabe mais o compasso de nenhuma canção.
GOMES, L. S.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Minhas linhas com embalo de Marisa


Minhas linhas com embalo de Marisa

“Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz, mas já não há caminhos pra voltar. E o quê, que a vida fez da nossa vida? E o quê, que a gente não faz por amor”. Era a canção que tocava ao fundo quando pensava, refletia, raciocinava se estava a se apaixonar.
A paixão, é a fogo que queima numa ardência que atormente sem nenhum por que, queima o mais vívido deste humilde ser, queima o que não consigo escrever.
Sinto as chamas de uma nova ilusão, aparição, ou assombração, mas o que vale mesmo são as magias desta nova linha em retidão.
Segue teu caminho, dispersa, voa, livre-se, caminhe rumo a teu ser para que no teu rejuvenescer o teu amor possa finalmente te ver.
Amo, não na presença de um corpo, ou na ausência de seu assopro, mas no mundo de perfeição, no qual toda a sua ação, reflete a nossa imperfeição.
Imperfeitos são os meus dizeres, mas mais viciosos são estes meus insistentes desejos que de uma lacuna deixam de existir para poder deixar aqui mais uma linha do que é o meu sentir.
Sinto o meu desejo, embalado pela falta de teu beijo, cultivado pelo balanço de seu esqueleto e ouvido pelo encanto do seu desejo.
No fim de mais algumas linhas começadas por Marisa Monte eu ouço ao fundo um dizer: “Ainda lembro o que passou, eu, você, em qualquer lugar. Dizendo: "Aonde você for eu vou"”.
GOMES, L. S.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Em verso eu quis deixar


Em verso eu quis deixar

Um poço, um assopro, o meu corpo quebrado como osso.
Um fundo, um amor profundo, as marcas daquele longo segundo.
Tua mão, minha face, tua boca que de mim não se afastasse.

Um desejo, um beijo, um tormento iminente eu vejo.
Satírico o eu lírico, não compreendi a beleza dos teus lírios.
Um despertar, um chamar, eu tento te evitar.

Canto, lanço e até danço o prazer deste ser que não é manso.
Parto, largo, choro e imploro pelo fado destas poucas e honrosas glórias.
Lhe digo o que sinto, permaneço sem abrigo e termino mais um refrão com uma dor no coração.
GOMES, L. S. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Cozinho o que não deveria sentir


Cozinho o que não deveria sentir

Um sorriso, uma nova fantasia que se abre.
Teus olhos, cabelos, boca e sentir, um louco apaixonado eu não devo seguir.
Tua pele, gentileza e modo de agir fizeram o meu eu lhe desejar por vários dias que estão a seguir.
Paro, penso, um tão grande conflito eu me meti, pois sonhar com o sonho materializado não é pecado, mas o problema é que já estás bem casado.
Casado não com o meu corpo encarnado, mas com um outro ser que tende a lhe favorecer.
Instinto, fascínio, ou um simples carinho eu tento não sentir, mas teu sorriso tende a me perseguir.
Prostro-me, ajoelho-me e rezo para te ver feliz, bem mais do que eu poderia lhe fazer sentir. Quem sabe assim a chama de toda essa atração queime rumo a uma nova direção.
Direciono meus pensamentos no que pude refletir, pois cozinhar toda essa loucura que é um “sentir” a primeira vista é muito sutil do que eu ser o infantil.
GOMES, L.S.



“Questiono os sentimentos, mas não concretizo, faço-os tornarem-se fatos, redundante eu sei, mas enfático para não haver um outro entender”.  

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Condicionadas à condição


Hoje existem algumas palavras que teimam a ficar na minha mente, vou compartilhar os pensamentos de uma amiga, que assim como eu tende a escrever não o rende, mas sim o que sente.

Condicionadas à condição.

E quanto às folhas secas nunca mais as vi, o vento levou, quem sabe tenham encontrado outras pelo caminho, empurradas horas a fio. Que destino triste não ter pra onde ir quando a solidão te abraça, vagar por entre ruas e avenidas, expostas a sorte que não lhe pertencem, levadas por um caminho, qualquer deles. Alienadas à liberdade que não escolheram. Sem rumo, sem um porto. Longe da árvore que um dia foram seu lugar.
Ao som de Ruas de Outono
CASTRO, T. d.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Versos Íntimos

Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
                                           ANJOS, A. d.