segunda-feira, 8 de outubro de 2012

As flores que lhe deixo


As flores que lhe deixo

Em rosas brancas escrevo parte desse teu querer.
Quero de novo não te rever manchado de sangue nesse velho buquê.

Em rosas vermelhas exalo o teu doce cheiro.
Cheiro de mansidão de quem não ama, só sente um putrefaz atração.

Em rosas roseadas vários te amam, mas permanecem caladas.
Silenciosa chamas de uma paixão, tão pálida quanto às linhas de algodão.

Em rosas amarelas ficam registradas as marcas de toda essa alucinação.
Alucino com as cores pintadas daquilo que não foi, é ou será este ardor.

Em rosas azuis descanso com louvor para que no meu predispor eu possa ama-lo muito mais que esse avô.
A idade que nos certa é finita, mas a beleza das tuas palavras vazias tornam-se preenchidas pelas cores destas flores macias.

GOMES, L. S.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Gosto mais que um simples amigo


Gosto mais que um simples amigo

Os assopros de teus pulmões ascendem às chamas de uma nova ilusão.
Alucinando sobre as migalhas de cada nova sensação eu por ti tenho um grande espaço no coração.
Queimo na memória os segundos de cada palavrão trocados no fogo de uma discussão.
Jogo-te na escuridão de toda essa assombração de não tê-lo ardente pegando-me no vão de toda essa paixão.
Pega-me pelo braço, lança-me no espaço  e navega comigo na vastidão do nosso espaço.
Discuta comigo, teime comigo, alucine comigo e por fim, seja meu mais lindo amigo.
Carrego-te no peito, enalteço-te com fervor e estou morrendo sem este teu amor.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dias e jogos de amor


Dias e jogos de amor

Há dias nos quais o coração aperta forte no peito, não são dores musculares, problemas com válvulas cardíacas, ou um ataque fulminante iminente, são as dores de viver preso a um não te ter.
Hoje caminho, danço, corro e até voo, mas nada se compara a viver sem este seu “você”.
Destruo, quebro, lanço, sumo e fecho cada porta, janela e mureta que me impedem de te rever, ou de saber que eu estou longe de lhe ter.
Palavras são manifestações complexas de um cérebro minucioso em detalhes tão carregados de informações que só fazem, neste momento, refletir um por que, o porquê de lhe querer.
Quero te reviver mais forte, belo e feliz do que já é este teu pobre viver.
Vivo por entre estes dias, mas nada vai além do que aquele velho sentimento que eu sentia.
Sentia tua presença, saúde e eloquência algo tão forte vindo de ti que eu só podia rir.
Rindo eu fico nestes segundos, mas nas penumbras deste jogo de amor, eu já vi que sou um péssimo jogador...  
GOMES, L. S.

Pensamentos Livres #3


Pensamentos Livres #3
 
“Entrego em tuas mãos as manchas dessa nossa velha paixão.
Entrego a teus pensamentos os milagres das nossas canções.
Entrego no vão de um desejo as dores deste meu peito.
Entrego as manias destas minhas pequenas linhas”
GOMES, L. S.





“Compreendo cada vão dessas tuas sensações, caminhando sob a alegria de novas alucinações.
Na ilusão de cada minuto, a magia de nossos momentos prematuros.
E na imaturidade de cada novo desejo a morte de nossos triste redesejos”.
GOMES, L. S.






“Os beijos que estão embutidos sob estes meus dizeres, ressurgem a cada novo beijo.
Em cada novo beijo não existente a lembrança na mente que você só mente...”
GOMES, L. S.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

EXAGERADOOOOOOOOO


Embalado pelo bom e velho poeta Cazuza, os pensamentos que me passam neste dia são muito mais amplificados, porque algo que possivelmente descreve uma das marcas deste meu viver é SER muito mais que um mero EXAGERADO...

"Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade

Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas




Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar

E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais


Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado"

Exagerado - Cazuza

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Chamas de um amor


Chamas de um amor

Mãos frias de desejos carnis escorrem pela pele que encobre estes meus anseios.
As mãos que deslizam pelo céu de um paraíso perigoso descem ao chão de inferno muito saboroso.
Os pecaminosos desejos somem na luz de nossos beijos. Ah teus beijos...
O movimentar de teu corpo roçando, estatelando-se e caindo sobre meu corpo ascende de novo o fogo desse velho moedor.
O toque de teus lábios beijando-me a face, descendo e liquidando-se nas minhas muitas partes, ressaltando-me numa única e centra parte.
Queimando-te no meu bom e centrado local de prazer isso é muito mais que um verso de puro arder.
Tuas mãos que manchadas não estão, apertam-me com muito mais força que tristeza de uma bela pagã.
Pagão são os delírios desse nosso quente devaneio, preencho-nos pelas marcas de frios, sombrios e fortes manuseios.
Pega-me como teu brinquedo, mas machuco-te conforme os teus desejos.
Exceda-se, transborde e permita-se queimar, não pelo fogo de um ardor, mas pelas chamas de sempre amou.
GOMES, L. S.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Corpo ardente


Corpo ardente

Tua mão escorrendo pela minha face parando exatamente no lugar que deverias não mais tocar, pois o teu tocar já me deixa muito além do que eu queria transbordar.
Teu toque suave acaricia meu corpo e por cada milímetro que tua mão passa as chamas deste ardente desejo queimam-te nas flamas deste nosso louco beijo.
Tua boca beijando-me com suaves palpitações queimam-me por fora e esfria-me por dentro, causando-me um choque apenas causado por ti.
No tirar leve de tua roupa ao levantar de minha camisa nossa química se alucina.
No esbarrar de tua pele sobre a minha pele muitos loucos, quentes e infames desejos brotando do teu corpo bem aqui diante de mim.
Nos muitos colar e desgrudar destes ardentes, penitentes e existentes corpos cheios de desejos o nosso muito ejacular.
No depois de muito se desejar, o mágico e simples comtemplar de nosso se esfriar.
Esfria-se o corpo, mas tua mente reluzente teima em ficar a me olhar.
No olhar de nossas faces um novo recomeçar palpitando novamente os teus lábios a me beijar loucos a tudo recomeçar.
GOMES, L. S.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Quero-te de A a Z


Quero-te de A a Z

As faces em rosas formosas cantam muito mais que o seu jardim.
Bate muito mais alegre todo este meu sentir no redescobrir de um novo sentir.
Cânticos ecoam das flores que brotam dos destroços do nosso velho amor.
Das mais difíceis tempestades as lembranças do que já não devo mais vive.
Essa é nova realidade que devo me render.

Fraudados foram todos os sentimentos expostos na bengala deste eu viver.
Grato, sou pelos ensinamentos de vida muito mais condizentes do que o seu novo repartir.
Hoje passo despercebido para que no momento de meu ressurgir já não possa existir nem as migalhas deste teu sentir.
 Indiferente, fico diante dos lírios destes muitos novos compartir.
Jamais quero voltar a sentir as angustias de um não existir.

Lamento por ter que lhe ver partir, mas quero que sinta todo aquele amor que um dia eu senti.
Meus sentimentos tornaram-se pequenos diante desses teus “sentir” junto de outros quadris.
Nunca reconheça-me nos papéis manchados por velhas tintas, porque estes quadros são marcados pelas linhas desta minha vida.
Ou renova-se e dá valor nos muitos sentimentos que permanecem ao teu lado, ou ficará penitenciado a sofrer pelas penumbras de um não ter.
Palavras são as coisas que deixo aqui para que você possa refletir, porém o que queria mesmo era sorrir junto a ti.

Quero expressar minha alegria, não ao te perder, mas ao saber que posso sentir que estás a ler estes meus poucos dizer.
Resta-me seguir adiante comentando, reinventando, sorrindo e até chorando as aventuras de ser muito mais que velho triste momentâneo.
Serei os versos que não puder falar, serei um gesto para o teu sorrir, serei o colo acolhedor e no fim serei o corpo que te dará calor.
Tenho em meus desejos a alegria de poder vive-los junto de muitos “ti”.
Uma vez que o corpo se encante, as crônicas de nosso desejo militarizam-se sobre nossos anseios.

[Vou por aqui deixando todos as fagulhas que compõem estas minhas chamas de lamento e prazer, todas com apenas um querer, o ter você.
Xerife cérebro ordena que prenda todas essas alucinações que compõem os meus dizeres, pois na busca de ter um dos melhores textos eu só pude me lembrar de que devo te esquecer.
Zerei todas as possibilidades de querer te ter no momento que quis escrever este texto de A a Z.
GOMES, L. S.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O corpo que ama teu corpo


O corpo que ama teu corpo

Derrame-se sobre meu corpo, esqueça meu nome e diga apenas que sou todo seu.
Jogue-me na parede apedreje-me com todo o teu prazer.
Queime as mágoas do teu velho querer e derreta-se de tanto sentir prazer.
Cala-me com tua boca em minha boca liquidando todo esse meu querer.
Pega-me em teus braços como no frio de um entardecer para que no meu explodir tu possas se aquecer.
Acompanha minhas linhas sujas de prazer para que no seu embranquecer eu só possa ver você.
Mata-me de prazer para que no meu renascer eu já não precise mais te querer.
Afaga-me com tua mão na minha pele despertando todo o encarne deste meu viver.
E mais uma vez eu quero te ouvir dizer: “Te amo no período destes momentos e até o seu morrer”.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Roubador de amor


Roubador de amor

 Teus lábios tão pertos e já não pude tocar.
Tua pele suave tão leve e branca e não pude acariciar.
Teu corpo selvagem tão perto e não pude abraçar.
Tua essência nativa e simples foi o que pude olfatar.

Teus risos e sorrisos e pude apenas contemplar.
Tua fama recorrente eu pude apenas agraciar.
Teu enrijecer aparente eu queria muito tocar.
Tua maravilha cátedra foi o que me restou a observar.

Teus sentidos tão perdidos já poderiam me encontrar.
Tua mansidão revelar-se-á na vastidão de um: “Eu vou para sempre te amar”.
Teu sem sentido entardecer pode de novo reviver em um novo amanhecer.
Tua cantiga amiga poderia para sempre ser sentida.

Teus toques poderiam ser muito mais que um simples concentrar.
Tua cama já não seria uma cama se fosse o palco daqueles se amam.
Teu tocar seria muito mais que um contato poderia ser a ardência de nossos contatos.
Tua cadência é feita de magia tão velha amiga que capricha nas nossas futuras alegrias.

Teus minuciosos “partiu” ferem-me com sorrisos primaveris.
Tua face permanece presente mesmo que na ausência de tua carne.
Teu clamor reservado conduz os murmúrios deste meu viver.
Tua chama de amor esquenta mesmo que na sua ausência e na minha presença a paixão deste velho roubador de muito amor.
GOMES, L. S.