sexta-feira, 10 de abril de 2015

Chega de sangrar

Chega de sangrar

Essa noite eu acordei no meio da madrugada, achei que era sua mãe te ligando como naquele dia. Senti seu cheiro ainda em minha cama, mas aí eu percebi que não estavas em meus braços.
Que droga! Eu nunca me permiti ir tão fundo com alguém e agora que mergulhei, estou nadando desesperadamente tentando não me afogar no rio de lágrimas que você deixou aqui, bem dentro de mim.
Me dizem que foi apenas um mês. Mas o que seria desse mês se não houvesse teu riso fácil, teus lábios mágicos e teu toque suave? Eu sei te dizer! Eu seguiria praguejando o meu viver, como outrora fazia. Mas e agora? O que devo eu fazer, quando de tão fria foi aquela mensagem que chegou a congelar este meu viver? Estou (re)vivendo, me (re)conhecendo e (re)aprendendo a sorrir sem teu riso lindo aqui.
É hora de te deixar para lá. Mesmo me doendo não poder te apertar, é hora de eu deixar de sangrar. Porque contigo eu viveria em um mundo sem acordar e agora nadando para não me afogar eu te desejo muita sorte no seu caminho a trilhar.

GOMES, L. S.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Outro Bem-te-vi

Outro Bem-te-vi

O problema de te querer é te querer por demais.
É insano. É doentio. Mas é mais místico e cítrico que pudera imaginar.
Te desejo. Incendeio o que sinto até virar pó. Me queimo.
Por que não ousou me atender quando tua voz era só o que eu queria reviver?
É triste. É infeliz. É uma droga que queima e fere.
Me fere. Me machuca. Me joga no chão. Me deixa te comer com a última exatidão.
E ainda assim, eu queria sentir o quanto sofri por ti, pois enquanto eu estive aqui, tu nunca ousou me fazer tão feliz como fez a outro bem-te-vi.

GOMES, L. S.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

CONFLITO

CONFLITO

Queria te amar no silêncio da batida de nossos corações.
Queria te amar no gotejar de uma chuva em dia de sol.
Queria te amar do meu modo, mas esqueci que existe o teu modo.

Pensei em te dizer que era conflitante tudo o que me fazias fazer, mas mesmo assim eu adorava fazer.
Pensei em rabiscar linhas que se inundadas poderiam representar minha mente que estava na beira de te amar.
Pensei em fazer muita coisa, mas ao perceber eu já tinha feito muito mais coisa para te ter.
 
É conflitante. É incerto. Chega a ser uma dor do inferno pensar em não te ter. Mas para me acalentar, eu só sigo a pensar, que eu deixo de te amar.


GOMES, L. S.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um pouco mais a descobrir

Um pouco mais a descobrir

Ouço a tua voz, sinto tua respiração. Sinto falta do teu coração.
Sorrio. Me abrigo. Te fantasio.
Penso no seu brilho.
Brilhas ao falar, cantar ou tocar. Tão belo é o teu sonhar.
Eu não sei onde errei, só sei que por ti me encantei.
E se um dia ousará voltar, saiba que eu não ousarei mais falar, só para ouvir as deliciosas melodias do seu falar.
O que pensar quando só do ruivo eu consigo lembrar, mesmo sabendo que pronto irias mudar?
Já não sei o que dizer, só queria te oferecer um pouco daquilo que sei fazer, que é deixar palavras no ar. Porém, antes de partir, não deixarei de proferir o quão lindo foi te descobrir.

GOMES, L. S.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

TE AMO

TE AMO
Te amei antes de nascer,  te amei desde o primeiro amanhecer.
Te amei no ontem, te amo no hoje, te amarei no amanhã e não há força que impeça o poder desse amor.
Te amo no agora, te amo na memória, te amo na primeira lembrança que me vem da trajetória do meu crescer.
Te amo antes da vida, te amo na vida e te amarei para além da vida.
Te amo não por ser quem és, mas por ser muito mais do que aparenta ser ou  dizer, te amo por todo o teu ser e pelo que me fizestes ser.
Ser mãe no papel, heroína no viver, graças a ti eu pude florescer.
De cada lição ensinada um sorriso eu pude ver, que era escondido no canto dos lábios que me ninaram a cada amanhecer.
 Ser filho era a missão, mas tu me ensinou a alegria de ser filho, irmão e amigão.
Não há palavras que se possa usar que expressem o que vai além do olhar, o máximo que posso falar é que TE AMO mais do que sonhar.

GOMES, L. S.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nada a dizer

Nada a dizer

E assim eu digo adeus, com um teclado em minha frente e as lagrimas manchando minha mente.
É tão difícil sonhar assim, por que você tinha que me ter assim?
Eu não sei o porquê, mas queria entender porque sou sempre o esteio que sustenta o outro ser.
É difícil não chorar enquanto discorro sem muito pensar, porém o que queria de verdade era deixar de sonhar.
O sonho, a dor, a tal maturidade, seria muito pedir tocar sem me queimar?
A chama, a sensação de ingraditão, eu sempre me coloco nessa situação. Que idiota este estúpido coração.
Eu sei bem por onde andei e das marcas que ganhei, mas de tudo que sonhei esse amor foi tudo o que larguei.
E no secar da lágrima que estava a derramar, eu mais uma lição aprendi, a de nunca mais amar.
O amor é sonho sonhado em ser compartido, mas diante do exílio só me resta bradar que nunca mais hei de amar.

GOMES, L. S.

sábado, 30 de agosto de 2014

Me fez sonhar

Me fez sonhar

Então você chegou sem querer, me conquistou, e agora pseudo se foi, não sei o que te dizer, só rezo para te esquecer.
É eu sei, foi rápido, meio devagar, mas se não pretendias ficar, por que ousas-te me acariciar?
É louco, chega a ser insano, mas eu me imaginei te amando.
Que droga, justo quando eu pensei em não mais amar, desejar e estar, você me fez sonhar.
Mas viver sem pelo menos um “adeus”, é pior do que o “não”, pois o silêncio é a prova de que eu prefiro o partir, do que a ilusão de te ter aqui.
Eu nem esperei, eu nem desejei, eu nem sangrei, mas eu já chorei.

Mas se no inicio foi assim, como seria no fim?
Já deu, não foi assim que planejei te citar, mas viver assim eu não posso ficar, pois se for para contemplar, que seja apenas o luar.

GOMES, L. S.

terça-feira, 29 de abril de 2014

A nos prender

A nos prender

Me vira, me consome, me deixa ser o que eu nunca sonhei ser.
Me enlouquece, me faz te querer para mais do que os nosso mais profundo prazer.
Me clama, me ama, me chama de seu amor, ou de meu tesão, mas não me deixa sem sua paixão.
Dane-se, não preciso te bem dizer, eu só quero teus lábios morder.
É louco, é um pouco além do ser insano, é ser o desejo, é ser a paixão, é ter teu nome gravado em meu coração.
Não quero te prender, porém se te algemar for preciso hei de fazer, só para que sintas todas as minhas formas de prazer antes do nosso renascer.
Chega, eu vou te torturar, com tantos beijos e abraços que nem eu posso contar. Mas será que você ousaria me ter? Saiba que para isso tens que ser forte, pois para me consumir é preciso se redimir ao ponto de me esvair.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Perguntei

Perguntei

Perguntei, respondeu. Se sorri? Não, chorei.
Mentir, quem dera eu poder. Só sei te dizer que sonhei te ter por muitos anos juntos de meu ser.
Loucura, é eu sei. Mas quando se apaixona o eterno gigante torna-se poeira no passar de alguns segundos bem diante dos olhos de qualquer ser.
Um encontro? Dois encontros? Quem dera pudesse não querer te dizer o que quero te dizer, que droga!  Me permiti me apaixonar por você?!
Eu nem tenho cara para te olhar, porque voltei a ser um idiota doce no falar desde o nosso “se encontrar”? Péssimo sinal, comecei a me questionar e ao mesmo tempo você me diz que só quer se “amigar”? É o fim, devo regressar para minhas lágrimas contar, sem esperança te ter em meus braços no dia a dia do nosso caminhar.
                 GOMES, L. S.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Deixei passar

Deixei passar

Desenho, escrevo não sei por onde te vejo.
Canto, me encanto, monto e remonto cada conto dos nossos encontros.
Um pesar, eu nunca poder te beijar.
A fala o desejo, o olhar eu só pude lastimar nunca poder te tocar.
Deixo, não comento, só me lembro o quanto eu queria te explorar, por cada linha deste teu corpo solar.
Já era, deixei passar aquele que podia ser o perfeito par para minhas linhas nunca mais rimar, porque teriam uma nova razão a desabrochar.
No fim, nem as ações, muito menos o falar, quem sabe eu devesse tentar o paladar para te fazer ficar?! É hora, devo me calar, e congelar nesse frio lunar.

GOMES, L. S.