terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Mulher Sem Razão


Mulher Sem Razão

Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou

Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Para de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
E nem vemos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto

Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
CALCANHOTTO, A.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ramificações


Ramificações

Mundos, planetas, minha profanada ilusão.
Fantasias, devaneios, muita significação.
Palavras, canetas, caracteres, a ausência de uma simples solução.

Medo, solidão, perdido ele ficou no meio da multidão.
A canção, a audição, os ouvidos que ficaram sem compreensão.
A pronuncia, o verbo, resquícios de um palavrão que não se vão.

Sentimentos, sentidos e sensações e nenhuma fórmula para a imensidão.
Beijos, bocas e perfumes e essa tão exata solidão, mesmo lhe tendo em minhas mãos.
Um rock, ou o pop star já não sei qual a opção melhor que se deve ficar.

São mínimas, quentes e com um ar de “sofridão”, como que manchas de sangue que ficam no chão.
Sorrisos, acenos e um bom pensamento é o que restou para este momento.
Queimo, luto e já não volto a ver, só sei que este é um pouco do que se ramifica nestes novos “ser”.
GOMES, L. S.

Ofereço-lhe este não amar



Ofereço-lhe este não amar

No silêncio deste meu discorrer, só escuto os passos deste meu velho andar sem muita coisa a ofertar.
Os cânticos de outrora que lhe proferia sem muito lhe agradar pela minha voz péssima ao cantar, agora eu já não sou capaz nem de assobiar.
Dessas partidas, idas e minuciosas vindas, as fantasias lunáticas dessas minhas tão sem graça e imperfeitas rimas.
Já não me cubro de leite fervorosamente adocicado, pois já não me encontro naquele lindo e perfeito estado.
No compasso desse meu minucioso e estranho pensamento, um espantoso desenho, o desenho destes meus rabiscados.
Retomo o pensamento que tinha a lhe ofertar, mas deverás eu tenha a lhe informar que estou carente demais para projetar este “amar”.
Não vivo a lhe perseguir, só sinto o que já não mais se sei sentir, pois nos “Eu te amo” que eu pude ouvir, eu só pude repelir este estranho sentimento que estou a comprimir.
Como se minhas linhas fossem me salvar, eu só quero lhe dizer que tenho a te ofertar o que eu já deixei de amar.
GOMES, L. S.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Além


Além
 Cansei de expor as lágrimas de uma dor que teima em me compor.
Já não sei de onde brotam as mágoas deste meu Eu em sabor, só sei que em um conflito aparente eu estou.
E de todas as mágoas que nem eu sei por que senti, as raízes desta tão estranha e sombria inquietação que abraça o meu mísero coração.
Sinto um Eu deixado para trás, tão sóbrio e só que despedaça sobre um chão sem muita grande atenção.
Estendido no chão eu fico, mas há toda uma preguiça aplicada a esta questão, que este simples gesto de saudação tende a lhe acalmar =).
Não lhe culpo se não me sente, a arte de ouvir, persuadir e ir além deste mero sorriso é a arte que não se vende, é a magia de saber o porquê de seu existir, muito antes do seu partir.
GOMES, L. S.

Desabafo


Desabafo

Percorro por entre estas ruas vazias de gente, explano o interior deste meu auditório vazio, grito para plateias sem ninguém. Detono os restos deste meu eu em conflito no meio dessa jogatina. Paro, penso, escrevo um pouco destes meus sentimentos, ouço ao fundo uma água que cai de alguma torneira, nossa como odeio o barulho d´água. Concentro-me nestes meus dizeres, a coisa do telefone toca, outra notificação daquela rede social, foco nos meus sentimentos, opa, meu ódio que deveria deixar aqui se perdeu no meio deste conflito cibernético.
Respiro, Sinto o gelo de meus pés escorrendo pela cama quase que molhada, deve ser o impacto de um corpo quente em um lugar antártico, é, é só o meu corpo que é quente, deve ser a função dele ser assim o tempo todo, mas enfim eu vim aqui para me indignar  e escrever esta minha tão distante atenção e a p... de minha coerência de personalidade (palavras de psicólogo) que nem me permite culpar os outros por um simples erro que é meu, não me julgue, é assim que a nossa natureza humana nos permiti ser. Ok, respiro mais um pouco, penso que muitas pessoas podem ler isto aqui, na verdade quem sabe meia dúzia (dou uma olhada no contador depois), se a net ajudar lá para as terras do Pará, até os meus parentes hão de rimar, sem nem eu mesmo tentar.
Droga, fugi dos pensamentos que originalmente tinha, acho até que devo ter esquecido alguma pontuação, ou errado na separação do refrão, devo fizer, parágrafo, mas agora eu já não quero saber, eu só quero escrever pensando sobre aquilo que sinto, por isso devo voltar a percorrer estas ruas vazias de gente para quem sabe assim seguir ruma a um novo sentir.
GOMES, L. S.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sai de mim


Sai de mim

Recorta-me de tuas linhas de “muita preocupação”, seu caboclo sem noção.
Retira estes sorrisos ao me rever, pois eu a muito tempo sei qual o esquema deste seu você.
Corta cada requisito de piedade que pude lhe oferecer, pois você não é digno nem de eu lhe ver.
Pare de altos agradecimentos, pois nas lacunas destes muitos “dever” eu já percebi o quanto lhe desprezo, mas teimo em não te ofender.
Saia de mim, não se aproximes, pois nessas suas explorações do meu conhecimento e do meu querer eu só vejo o quanto é desprezível este teu insignificante ser.
Parte logo sem me dar explicações, pois se eu tiver que fazer, eu antes, vou retalhar todo este teu imundo ser “gentil”, gentil eu já pude ser, agora só cuspo nessas migalhas de lembranças que foi o meu “eu e você”.
GOMES, L. S.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Prefira ser.


Prefira ser.

Prefiro pecar pelo excesso, do que sofrer pela falta.
São mais felizes os que traçam suas metas e laçam-se no acaso, mesmo sabendo que o acaso não existe.
Existem mundo inexplorados, terrenos a descobrir e mundos a colorir, não vale ficar preso nessa eterna alucinação, denominada “multidão”.
A multidão, que levanta “banha”, caminha e segue na direção de um novo dia, tão parecido com a manhã do dia de ontem que também fora refletido como anteontem.
Anteontem eu tive um sonho, o sonho de não mais sofrer pelo poder, simplesmente sabendo viver pela alegria de saber ser.
GOMES, L. S.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Desejos, ações e etc. e tal


Desejos, ações e etc. e tal

Atraio, mudo, questiono, crio, simplesmente silencio.
Amo, demonstro, corro, apaixono-me, simplesmente enlouqueço.
Transfiro, redireciono, canto, sigo, simplesmente não sei mais por onde andar.
Desejo, sonho, alucino e até definho, simplesmente não como te amar.
Forço, quebro, velejo, projeto, simplesmente tráfego em linhas de um não chegar.
Profano, contesto, me manifesto, não rezo, simplesmente, eu sei como questionar.
Pelejo, estudo, me embrulho, simplesmente eu só estou aqui para estudar.
Medido, escrevo, sofro, simplesmente eu só pude simplificar as dores desse meu eu a sonhar.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ensinamentos de uma solidão


Ensinamentos de uma solidão

Eu tendo a sofrer pelo aquilo que não consigo ter.
Tenho nas mãos as chamas daquilo que só foi ilusão, evaporada na beleza dessas minhas linhas de ingratidão.
Ingrato são os olhos que leem e que esfumação a visão no terminar dessa não tão estranha lição.
Leciono os versos que me vem do céu, mas que machucam muito as terras firmes desse meu estranho coração.
Um pedaço de carne ingrato, tão muitas vezes despedaçado, mais ainda queimado e mal tratado, porém regatado e sempre jogado nas profundezas de um querer.
Quero que tal dor suma, me deixando no vazio dessa dança não tão reconfortante, chamada solidão, pois na sua realização a certeza de não haver nenhum e qualquer enganação...
GOMES, L. S.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Declino


Declino

Declino na direção contrária de todas aquelas minhas tão certas pegadas.
Declino sobre um novo contexto tão entediante e “rotulomitrico” que o ato de cansar já virou algo a se aceitar.
Declino rumo ao patético e revoltante, numa “rumoridade” tão certa e bem dita que minhas crises ficam completamente alertas.
Declino sob uma realidade voluptuosa tão saudosa que me vejo a envelhecer...
Declino com linhas mal feitas, sendo refeitas nas tentativas de rimas perfeitas.
Declino deixando o meu eu escrever, revelando um pouco do que eu já não deixava acontecer.
Declínio não é a tradição de ser levado para a perdidão, mas de mudar os rumos dessa vida sendo guiado pelo nosso nobre coração?!
GOMES, L. S.