segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fere-me


Fere-me

Fere-me com ações retorcidas e com palavras mal ditas, que do nada jamais serão reproduzidas.
Fere-me com toques suaves e noites selvagens a fim de reconhecer-me em pedaços com muitas traças.
Fere-me a cada novo entardecer, porque no seu aparecer, fica muito mais nítido este meu te querer.
Fere-me a cada novo desejo que exponho para teu ser, mas que riscam-se no lapso que é não te ter.
Fere-me por cada dia que teimo em lhe ter como um velho amigo, sempre renascido de um velho sofrer.
Fere-me além das cicatrizes desta minha carne, para que nas feridas de minha grande alma eu possa simplesmente te ter.
Fere-me muito além de todas aquelas palavras ditas e não ditas, seguindo apenas as manias deste velho e simples coração.
Fere-me muito além do meu corpo, fere-me também no seu corpo e fere-me na presença desta sua ausência baixando-me a essência de não ter mais nenhum fragrância dessa sua essência.
E no fim, apenas fere-me na alegria de um machucar sem se machucar para que no meu sangrar você possa ver que eu sigo ainda a te amar.
GOMES, L. S.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Chovendo o que é desconhecido


Chovendo o que é desconhecido

Nas mínimas gotículas dessa água que teima em cair, vejo refletido cada novo sofrimento que projeto e teimo em deixar partir.
Partir eu gostaria para o além do horizonte, para o além do além mar e mais ainda fora da rota deste perdido amar.
Amar sem o auxilio dessa tua bondosa mão, tornou-se a mais pura chateação que perturba este meu grande, explosivo e manso coração.
O coração que trago no peito palpita a cada nova aparição destas fagulhas ilusórias chamadas de solidão.
Solitário eu fico na sombra de um inimigo, para que no reencontro com o abraço amigo a túnica desse sentimento bandido eu possa não mais estar vestido.
Visto as roupas de uma exclamação para que no momento da interrogação eu possa despir-me sem nenhuma alucinação.
Alucino com palavras, para que no momento que essa chuva teime em não passar, eu possa pelo menos carregar as fantasias deste viver sem saber o que é te amar.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Medo de Amar


Medo de Amar

Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio
 
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
 Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer...

Você diz que eu sou demente
Que eu não tenho salvação
Você diz que eu simplesmente
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer...
...me amar!
 
         Adriana Calcanhotto

Últimos suspiros


Últimos suspiros

O último suspiro deixado pelo teu amor acabou com todo o meu mínimo ardor.
Minhas palavras tornaram-se poeira diante de toda essa besteira, projetada nessas suas “baladeiras”.
Vivo nas lembranças daquilo que não pude lhe oferecer, pois estava ocupado de mais para perceber.
Ofereço mesmo que no fim, as migalhas destas minhas singulares palavras, pois quem sabe no momento do seu elucidar eu ainda esteja a te amar.
Amei-te nos vazios de muitos silêncios, te contemplei nos murmúrios de sua ausência, te revelei todos os meus complexos desejos e no vão de cada alucinação, no hoje todas essas lembranças simplesmente se apagarão.
GOMES, L. S.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Transcenda


A constelação de uma paixão


A constelação de uma paixão


Na pontificação de cada constelação existente em teu corpo, existem os desenhos contemplados por este velho louco.
No clarear de nossos dias as maravilhas de apenas um existir, o teu bom e lindo sorriso bem diante de mim.
Das fugas que são feitas pelo teu corpo, as alegrias de ver os teus belos e felizes contornos.
De cada mínima prontidão de tuas ações, as mais tranquilas e estranhas sensações.
Em teus belos e disfarçados desejos os mínimos encantos de seus grandes lampejos.
Há um túnel universal dentro de teu peito, que murmuram muitos e muitos desejos.
Na enigmática fantasia de lhe ter, as mais simples palavras eu devo dizer: “Deixa-me lhe ter, quem sabe para o mais além deste nosso viver”.
Deixando por aqui cada pedacinho dos meus “querer”, confia que eu o abraçar-te-ia no momento em que chover.
Em cada distração que não pude viver eu vou lhe dizer que admiro-te muito mais que o teu antigo sofrer.
Sofrer eu não te deixaria, pois perambular eu ia pela constelação do seu longo viver.
Caminha na minha direção, sente este coração anunciando os segredos de uma paixão, permanece no meu viver para que o teu resplandecer seja muito mais lindo do que jamais sonhou ser.
GOMES, L. S.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

As flores que lhe deixo


As flores que lhe deixo

Em rosas brancas escrevo parte desse teu querer.
Quero de novo não te rever manchado de sangue nesse velho buquê.

Em rosas vermelhas exalo o teu doce cheiro.
Cheiro de mansidão de quem não ama, só sente um putrefaz atração.

Em rosas roseadas vários te amam, mas permanecem caladas.
Silenciosa chamas de uma paixão, tão pálida quanto às linhas de algodão.

Em rosas amarelas ficam registradas as marcas de toda essa alucinação.
Alucino com as cores pintadas daquilo que não foi, é ou será este ardor.

Em rosas azuis descanso com louvor para que no meu predispor eu possa ama-lo muito mais que esse avô.
A idade que nos certa é finita, mas a beleza das tuas palavras vazias tornam-se preenchidas pelas cores destas flores macias.

GOMES, L. S.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Gosto mais que um simples amigo


Gosto mais que um simples amigo

Os assopros de teus pulmões ascendem às chamas de uma nova ilusão.
Alucinando sobre as migalhas de cada nova sensação eu por ti tenho um grande espaço no coração.
Queimo na memória os segundos de cada palavrão trocados no fogo de uma discussão.
Jogo-te na escuridão de toda essa assombração de não tê-lo ardente pegando-me no vão de toda essa paixão.
Pega-me pelo braço, lança-me no espaço  e navega comigo na vastidão do nosso espaço.
Discuta comigo, teime comigo, alucine comigo e por fim, seja meu mais lindo amigo.
Carrego-te no peito, enalteço-te com fervor e estou morrendo sem este teu amor.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dias e jogos de amor


Dias e jogos de amor

Há dias nos quais o coração aperta forte no peito, não são dores musculares, problemas com válvulas cardíacas, ou um ataque fulminante iminente, são as dores de viver preso a um não te ter.
Hoje caminho, danço, corro e até voo, mas nada se compara a viver sem este seu “você”.
Destruo, quebro, lanço, sumo e fecho cada porta, janela e mureta que me impedem de te rever, ou de saber que eu estou longe de lhe ter.
Palavras são manifestações complexas de um cérebro minucioso em detalhes tão carregados de informações que só fazem, neste momento, refletir um por que, o porquê de lhe querer.
Quero te reviver mais forte, belo e feliz do que já é este teu pobre viver.
Vivo por entre estes dias, mas nada vai além do que aquele velho sentimento que eu sentia.
Sentia tua presença, saúde e eloquência algo tão forte vindo de ti que eu só podia rir.
Rindo eu fico nestes segundos, mas nas penumbras deste jogo de amor, eu já vi que sou um péssimo jogador...  
GOMES, L. S.

Pensamentos Livres #3


Pensamentos Livres #3
 
“Entrego em tuas mãos as manchas dessa nossa velha paixão.
Entrego a teus pensamentos os milagres das nossas canções.
Entrego no vão de um desejo as dores deste meu peito.
Entrego as manias destas minhas pequenas linhas”
GOMES, L. S.





“Compreendo cada vão dessas tuas sensações, caminhando sob a alegria de novas alucinações.
Na ilusão de cada minuto, a magia de nossos momentos prematuros.
E na imaturidade de cada novo desejo a morte de nossos triste redesejos”.
GOMES, L. S.






“Os beijos que estão embutidos sob estes meus dizeres, ressurgem a cada novo beijo.
Em cada novo beijo não existente a lembrança na mente que você só mente...”
GOMES, L. S.