quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Últimos suspiros


Últimos suspiros

O último suspiro deixado pelo teu amor acabou com todo o meu mínimo ardor.
Minhas palavras tornaram-se poeira diante de toda essa besteira, projetada nessas suas “baladeiras”.
Vivo nas lembranças daquilo que não pude lhe oferecer, pois estava ocupado de mais para perceber.
Ofereço mesmo que no fim, as migalhas destas minhas singulares palavras, pois quem sabe no momento do seu elucidar eu ainda esteja a te amar.
Amei-te nos vazios de muitos silêncios, te contemplei nos murmúrios de sua ausência, te revelei todos os meus complexos desejos e no vão de cada alucinação, no hoje todas essas lembranças simplesmente se apagarão.
GOMES, L. S.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Transcenda


A constelação de uma paixão


A constelação de uma paixão


Na pontificação de cada constelação existente em teu corpo, existem os desenhos contemplados por este velho louco.
No clarear de nossos dias as maravilhas de apenas um existir, o teu bom e lindo sorriso bem diante de mim.
Das fugas que são feitas pelo teu corpo, as alegrias de ver os teus belos e felizes contornos.
De cada mínima prontidão de tuas ações, as mais tranquilas e estranhas sensações.
Em teus belos e disfarçados desejos os mínimos encantos de seus grandes lampejos.
Há um túnel universal dentro de teu peito, que murmuram muitos e muitos desejos.
Na enigmática fantasia de lhe ter, as mais simples palavras eu devo dizer: “Deixa-me lhe ter, quem sabe para o mais além deste nosso viver”.
Deixando por aqui cada pedacinho dos meus “querer”, confia que eu o abraçar-te-ia no momento em que chover.
Em cada distração que não pude viver eu vou lhe dizer que admiro-te muito mais que o teu antigo sofrer.
Sofrer eu não te deixaria, pois perambular eu ia pela constelação do seu longo viver.
Caminha na minha direção, sente este coração anunciando os segredos de uma paixão, permanece no meu viver para que o teu resplandecer seja muito mais lindo do que jamais sonhou ser.
GOMES, L. S.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

As flores que lhe deixo


As flores que lhe deixo

Em rosas brancas escrevo parte desse teu querer.
Quero de novo não te rever manchado de sangue nesse velho buquê.

Em rosas vermelhas exalo o teu doce cheiro.
Cheiro de mansidão de quem não ama, só sente um putrefaz atração.

Em rosas roseadas vários te amam, mas permanecem caladas.
Silenciosa chamas de uma paixão, tão pálida quanto às linhas de algodão.

Em rosas amarelas ficam registradas as marcas de toda essa alucinação.
Alucino com as cores pintadas daquilo que não foi, é ou será este ardor.

Em rosas azuis descanso com louvor para que no meu predispor eu possa ama-lo muito mais que esse avô.
A idade que nos certa é finita, mas a beleza das tuas palavras vazias tornam-se preenchidas pelas cores destas flores macias.

GOMES, L. S.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Gosto mais que um simples amigo


Gosto mais que um simples amigo

Os assopros de teus pulmões ascendem às chamas de uma nova ilusão.
Alucinando sobre as migalhas de cada nova sensação eu por ti tenho um grande espaço no coração.
Queimo na memória os segundos de cada palavrão trocados no fogo de uma discussão.
Jogo-te na escuridão de toda essa assombração de não tê-lo ardente pegando-me no vão de toda essa paixão.
Pega-me pelo braço, lança-me no espaço  e navega comigo na vastidão do nosso espaço.
Discuta comigo, teime comigo, alucine comigo e por fim, seja meu mais lindo amigo.
Carrego-te no peito, enalteço-te com fervor e estou morrendo sem este teu amor.
GOMES, L. S.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dias e jogos de amor


Dias e jogos de amor

Há dias nos quais o coração aperta forte no peito, não são dores musculares, problemas com válvulas cardíacas, ou um ataque fulminante iminente, são as dores de viver preso a um não te ter.
Hoje caminho, danço, corro e até voo, mas nada se compara a viver sem este seu “você”.
Destruo, quebro, lanço, sumo e fecho cada porta, janela e mureta que me impedem de te rever, ou de saber que eu estou longe de lhe ter.
Palavras são manifestações complexas de um cérebro minucioso em detalhes tão carregados de informações que só fazem, neste momento, refletir um por que, o porquê de lhe querer.
Quero te reviver mais forte, belo e feliz do que já é este teu pobre viver.
Vivo por entre estes dias, mas nada vai além do que aquele velho sentimento que eu sentia.
Sentia tua presença, saúde e eloquência algo tão forte vindo de ti que eu só podia rir.
Rindo eu fico nestes segundos, mas nas penumbras deste jogo de amor, eu já vi que sou um péssimo jogador...  
GOMES, L. S.

Pensamentos Livres #3


Pensamentos Livres #3
 
“Entrego em tuas mãos as manchas dessa nossa velha paixão.
Entrego a teus pensamentos os milagres das nossas canções.
Entrego no vão de um desejo as dores deste meu peito.
Entrego as manias destas minhas pequenas linhas”
GOMES, L. S.





“Compreendo cada vão dessas tuas sensações, caminhando sob a alegria de novas alucinações.
Na ilusão de cada minuto, a magia de nossos momentos prematuros.
E na imaturidade de cada novo desejo a morte de nossos triste redesejos”.
GOMES, L. S.






“Os beijos que estão embutidos sob estes meus dizeres, ressurgem a cada novo beijo.
Em cada novo beijo não existente a lembrança na mente que você só mente...”
GOMES, L. S.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

EXAGERADOOOOOOOOO


Embalado pelo bom e velho poeta Cazuza, os pensamentos que me passam neste dia são muito mais amplificados, porque algo que possivelmente descreve uma das marcas deste meu viver é SER muito mais que um mero EXAGERADO...

"Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade

Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas




Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar

E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais


Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado"

Exagerado - Cazuza

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Chamas de um amor


Chamas de um amor

Mãos frias de desejos carnis escorrem pela pele que encobre estes meus anseios.
As mãos que deslizam pelo céu de um paraíso perigoso descem ao chão de inferno muito saboroso.
Os pecaminosos desejos somem na luz de nossos beijos. Ah teus beijos...
O movimentar de teu corpo roçando, estatelando-se e caindo sobre meu corpo ascende de novo o fogo desse velho moedor.
O toque de teus lábios beijando-me a face, descendo e liquidando-se nas minhas muitas partes, ressaltando-me numa única e centra parte.
Queimando-te no meu bom e centrado local de prazer isso é muito mais que um verso de puro arder.
Tuas mãos que manchadas não estão, apertam-me com muito mais força que tristeza de uma bela pagã.
Pagão são os delírios desse nosso quente devaneio, preencho-nos pelas marcas de frios, sombrios e fortes manuseios.
Pega-me como teu brinquedo, mas machuco-te conforme os teus desejos.
Exceda-se, transborde e permita-se queimar, não pelo fogo de um ardor, mas pelas chamas de sempre amou.
GOMES, L. S.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Corpo ardente


Corpo ardente

Tua mão escorrendo pela minha face parando exatamente no lugar que deverias não mais tocar, pois o teu tocar já me deixa muito além do que eu queria transbordar.
Teu toque suave acaricia meu corpo e por cada milímetro que tua mão passa as chamas deste ardente desejo queimam-te nas flamas deste nosso louco beijo.
Tua boca beijando-me com suaves palpitações queimam-me por fora e esfria-me por dentro, causando-me um choque apenas causado por ti.
No tirar leve de tua roupa ao levantar de minha camisa nossa química se alucina.
No esbarrar de tua pele sobre a minha pele muitos loucos, quentes e infames desejos brotando do teu corpo bem aqui diante de mim.
Nos muitos colar e desgrudar destes ardentes, penitentes e existentes corpos cheios de desejos o nosso muito ejacular.
No depois de muito se desejar, o mágico e simples comtemplar de nosso se esfriar.
Esfria-se o corpo, mas tua mente reluzente teima em ficar a me olhar.
No olhar de nossas faces um novo recomeçar palpitando novamente os teus lábios a me beijar loucos a tudo recomeçar.
GOMES, L. S.